dez 16

Forró e seus vertentes

Posted by prizinhamar | Posted in Resenha | Posted on 16-12-2010

O forró é uma festa popular brasileira, de origem nordestina, e é praticado em quase todo o país. No idioma húngaro, a palavra tem o signficado de quente.
É dançado ao som de vários ritmos brasileiros tipicamente nordestinos, e são destacados os seguintes gêneros:

Xote – ritmo musical brasileiro, é uma dança de salão de origem portuguesa. A palavra de vem do alemão, que significa escocesa, em referência a polca escocesa.

Baião – é um ritmo de dança popular da região do Nordeste. Sua execução original era com sanfonas. O primeiro sucesso veio com a música homônima de Gonzaga. O ritmo influenciou, ainda, o tropicalismo de Gilberto Gil e o rock de Raul Seixas, também baiano.

Xaxado – originada nas regiões do agreste e sertão do nordeste, muito praticado pelos cangaceiros da região, em celebração às suas vitórias. O nome é devido ao barulho das sandálias dos cangaceiros, contra a areia do sertão.
Dança de guerra e entretenimento criada pelos cangaceiros do Lampião (início dos anos 1920). Era um dança exclusivamente masculina, pois naquela época, não haviam mulheres no cangaço.

Marcha – é um tradicional estilo que foi adotado em quadrilhas.

Coco – esse é um ritmo que vem da divisa de Alagoas com Pernambuco. O nome refere-se também à dança ao som deste ritmo. Com influência africana e indígena, é uma dança de roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos durante festas populares do litoral e do sertão nordestino.

Pé-de-serra – apresenta em forma de música a vida do homem do campo, que morava na roça, a seca e o sofrimento dos nordestinos.

Universitário - gênero musical nascido no sudeste do Brasil com grande concentração no estado de São Paulo sendo uma herança trazida do Nordeste, principalmente do estado do Ceará e da cidade de Itaúnas no Espírito Santo. O sucesso deste estilo musical deve-se principalmente à força da dança, alavancando vendas de discos, a promoção de shows e a realização de grandes festivais. Outro fator importante,  que com a boa qualidade são as letras das musicas com vocabulário mais rico e condizente com o dia-a-dia do jovem urbano, o que atraiu também a classe média e alta. Atualmente, o ritmo se apresenta largamente difundido por todo o Brasil.

Eletrônico – é uma variação moderna do Forró que utiliza elementos eletrônicos em sua execução, como o teclado, o contrabaixo e a guitarra elétrica. Em meados da década de 90 o movimento surgiu com força total com surgimento de bandas como Mastruz com Leite, Cavalo de Pau, Mel com Terra e outras.

dez 15

Forró: forrobodó ou for all?

Posted by prizinhamar | Posted in Resenha | Posted on 15-12-2010

Dando continuidade a nossa Semana Especial ao Dia do forró, que tal relembrarmos a causa pelo nomenclatura do estilo:

Muitos confundem gêneros da música, devido a grande mistura e influências. O nome Forró era usado só para designar o local onde aconteciam os bailes e só mais tarde foi caracterizado como estilo musical, derivado do Baião.
Forró é redução de ‘forrobodó’ , que signfica: arrasta-pé, farra, troça,  confusão, desordem, rolo. É o baile popular.
A primeira gravação em disco, cujo título evidenciava a palavra Forró, como local de dança foi em 1949, por Luiz Gonzaga, que define que o forró é baile de ponta de rua, dentro da zona boêmia, de letra provocante e geralmente insultuosa, contando proezas e valentias.

Por outro lado, alguns defendem outra versão, na qual a palavra Forró teria surgido de “for all“.
Com a inauguração da primeira estrada de ferro no interior de Pernambuco pela companhia inglesa Great Western,
foi feito um baile (ao som da sanfona e zabumba) para comemoração do acontecimento, promovido pela própria empresa, que convidava todos através dos dizeres afixados na entrada: “for all” (para todos). A partir daí então, passariam a chamar os seus bailes populares de Forró, pois como dizem os historiadores: o poder de persuasão da mídia é bem maior que o dos livros, as pessoas passam a acreditar.
Geraldo Azevedo lança um disco em 83 chamado For All Para Todos, que reforça essa afirmação.

Querem mais detalhes? Cliquem aqui para ler na íntegra sobre as duas versões. Qual vcs preferem?

E vamos de Geraldo Azevedo, para embalar sobre a história do nome do nosso amado Forró:

Geraldo Azevedo – Táxi Lunar

dez 14

Sobre o Dia Nacional do Forró

Posted by prizinhamar | Posted in Resenha | Posted on 14-12-2010

Como dia 13 de Dezembro  comemora-se o Dia nacional do forró, o portal esta semana fará uma Semana Especial em Comemoração ao dia. Vamos começar comentando sobre a causa da data especial:

Dia 13 de Dezembro foi escolhido para celebrar o Dia Nacional do Forró, devido a também ser o dia de nascimento do REI do forró Luiz Gonzaga!!
Na noite de ontem, foi também lançado o livro “O Rei do Baião“, obra que retrata a cultura nordestina e sertaneja,  e vida do ícone da música.
Em Pernambuco, será lançado oficialmente o Museu Luiz Gonzaga no dia 29 de Dezembro/2010, com show de Dominguinhos e outros sanfoneiros.

dez 14

Veneradores de Gonzagão – Os devotos de São Gonzagão

Posted by Portal Pé de Serra | Posted in Noticias | Posted on 14-12-2010

 Veneradores de Gonzagão   Os devotos de São Gonzagão

O forrozeiro Pedro Nogueira e Danilo, vocalista do trio Dona Zefa: Gonzaga tatuado no braço (Divulgação)

Essa é para Macca, como é conhecido o ex-beatle Paul McCartney, morrer de inveja. Muito antes que fãs brasileiras lhe pedissem autógrafos no corpo com o plano de tatuá-los, um outro ídolo da música, de uma cidade bem distante de Liverpool, ganhou o braço de um fã. Foi Luiz Gonzaga, o rei do baião. A marca corporal foi uma maneira de o produtor musical Pedro Nogueira, 32, provar o seu amor pelo ritmo. Mas há outros modos. Além de viajar quilômetros e quilômetros para marcar presença em shows, os amantes do ritmo assumem padrões de comportamento particulares. Compartilham códigos internos, palavras, vestuário e até bebidas como Xiboquinha, Jurupinga e Catuaba. Confira abaixo algumas histórias de veneradores de Gonzagão.

Alexandre Mori forrozeiro size 598 Veneradores de Gonzagão   Os devotos de São Gonzagão

Alexandre Mori, 32, pesquisador e produtor musical de Araraquara (SP)
Começou a frequentar o forró em 2000, ainda na onda universitária, e não parou mais. Organizava caravanas para cidades onde havia mais shows. “Até hoje, não consigo ficar um fim de semana sem ir ao forró”, conta. Já viajou para Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Brasília para ouvir o ritmo e montou uma coleção de 250 discos de vinil. De tanto se dedicar ao gênero, Alexandre viu sua vida tomada por ele e resolveu trabalhar com isso. Virou produtor de eventos e bandas e tem um programa de rádio ligado ao estilo. “Acho que devoto 80% da minha vida pessoal e profissional ao forró”, conta o jovem que leva na perna, tatuados, um triângulo, uma sanfona e uma zabumba.

Reginaldo personagem do Dia do Forro size 540 Veneradores de Gonzagão   Os devotos de São Gonzagão

Reginaldo Nogueira, 29, analista de sistemas de Belo Horizonte (MG)
É forrozeiro há 13 anos, desde que se encantou pelo forró universitário e passou a treinar em casa os passos que aprendia nas baladas. Tornou-se pé-de-valsa e hoje é difícil vê-lo parado na pista: é disputado pelas meninas. Mesmo nas férias, não há descanso: Reginaldo viaja para dançar. “Minha vida só não é mais dedicada ao forró porque ainda não ganhei na loteria nem recebo Bolsa Forró”, brinca. “Essa paixão é quase inexplicável. O forró é uma terapia, ajuda a aliviar o estresse das grandes capitais e ainda serve de exercício físico pesado, eu já emagreci vários quilos”.

O forrozeiro Carlos size 540 Veneradores de Gonzagão   Os devotos de São Gonzagão

Carlos Eduardo Caddah, 25, publicitário e DJ, de Brasília (DF)
Foi ao forró pela primeira vez há quatro anos para tirar fotos para um site de eventos. Largou a câmera e começou a dançar. Durante um tempo, ia para os shows de segunda a segunda-feira. Depois que começou a namorar, diminuiu o ritmo, mas continuou ligado ao estilo. É o DJ oficial de duas casas de forró pé-de-serra de Brasília e já fez duas tatuagens dedicadas ao estilo – uma com o desenho de um trio e outra com as palavras “Pé de Serra”, que exibe com orgulho. “O forró é minha família, é lá que esqueço dos meus problemas, ele me ajuda a viver”, declara.

Bruna uma amante do forro size 540 Veneradores de Gonzagão   Os devotos de São Gonzagão

Bruna Montrazi, 24, publicitária, São Paulo (SP)
Apesar de ouvir o Falamansa desde o início, Bruna nunca chegou a ser frequentadora dos shows do grupo e não tinha a menor curiosidade de conhecer o tal pé-de-serra de perto. Até ser levada pela primeira vez ao Remelexo, tradicional casa paulistana, há sete meses. “Gostei tanto que passei a vir três vezes por semana. Quando vi, já estava viciada, vinha sozinha, embaixo de chuva, sob os protestos dos meus pais”, lembra a publicitária, que hoje ouve forró quando dirige e enquanto trabalha. “Tem dia que vou só para conversar e ver o show. É praticamente uma droga boa que entrou na minha veia.”

Pedro amante de forro size 540 Veneradores de Gonzagão   Os devotos de São Gonzagão

Pedro Nogueira, 32, produtor musical, Rio de Janeiro (RJ)
Mesmo ouvindo músicas do Nordeste quando criança, Pedro demorou para se entregar ao ritmo. Até que, há 13 anos, numa viagem com amigos ao Espírito Santo, se “descobriu” ao observar uma cena. “Quando vi um menino de 10 anos dançando com a garota mais interessante do lugar, ao som do forró pé-de-serra, decidi que  era aquele tipo de sentimento de bem estar que gostaria de ter dali em diante.” Já apaixonado pelo ritmo, Pedro decidiu “se filiar de coração”. Criou um site de notícias sobre o assunto, passou a produzir eventos e bandas e hoje é jurado do Festival de Itaúnas. “Faço dessa aposta profissional uma cachaça. Meu prazer não está em ganhar ou perder e sim em continuar levando essa vida simples, alegre e livre”, justifica. Em 2002, resolveu marcar no próprio corpo a descoberta do que lhe fazia bem: tatuou no braço o rosto de Luiz Gonzaga. 

Kiko forrozeiro size 620 Veneradores de Gonzagão   Os devotos de São Gonzagão

Rakisley Moura, 23, ex-técnico em informática, produtor de forró, Curitiba (PR)
Kiko, como prefere ser chamado, é um desses forrozeiros que causam admiração de tão apaixonados que são pelo estilo. “Eu respiro, como e durmo forró, toda a minha vida é dedicada a ele”, afirma. O vício vem de família: os pais nordestinos ouvem o ritmo há décadas. Juntos, pai e filho criaram o Forroots, projeto que pesquisa e divulga o pé-de-serra. Kiko ainda mantém uma rádio online só de forró. Há dois meses, ele se demitiu de um emprego estável para se dedicar exclusivamente à paixão. “Escuto forró todos os dias e todas as horas. Todos os meus momentos estão ligados a ele de alguma forma, daqueles vividos em família àqueles com as ex-namoradas.”

Jiordano que promove o forro na Alemanha size 540 Veneradores de Gonzagão   Os devotos de São Gonzagão

Jiordano Pasqualini, 27, estudante e produtor de eventos, na Alemanha há oito anos
Desde os 16 anos, quando vivia em São Paulo, Jiordano frequentava o forró, mas foi do outro lado do mundo que ele expressou de verdade sua paixão pelo ritmo. Quando chegou à Alemanha para estudar, em 2002, viu que o Brasil por lá só era representado pelo axé e pelo funk. “Como não podia ficar sem forró, comecei a ensinar uns amigos a dançar. Fiz festas, dei aulas e, quando vi que o forró já havia se tornado familiar para um número razoável de pessoas, criei um evento chamado Forró de Domingo”, conta. O bailão, que acontece a cada quinze dias em Stuttgart, reúne brasileiros e europeus amantes do dois-pra-lá-dois-pra-cá. No meio do ano, Jiordano ainda promove um festival nos moldes de Itaúnas. “Os europeus se sentem acolhidos no forró.”

Fonte: Veja


dez 09

Dia Nacional do Forró

Posted by prizinhamar | Posted in Agenda | Posted on 09-12-2010

Dia 13 de Dezembro é o Dia Nacional do Forró!
Não podemos deixar esta data passar em branco, e nada melhor que comemorar forrozeando.

O Remelexo vai celebrar a data, e ao mesmo tempo fazer uma ótima ação: Forró contra a Fome.
Leve 2k de alimento não perecível, e participe da festa que vai rolar das 20h às 4h.

O presente da casa para nós será a programação, que conta com as bandas:
Sistema Opera, Baião Matuto, Xabapé, Forró Sereno, Trio Caeté, Os 3 do Baião, Bando de Lampião, Forró Fulero, Trio Cangaço, Trio Siriema, Quarteto Boca Mole.
Participação de: Coisa de Zé, Trio Bastião, Mekétrefe, Trio Alvorada, Peixelétrico e mais.

pixel Dia Nacional do Forró