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Resenha: Forró Secreto

Posted by prizinhamar | Posted in Resenha | Posted on 31-08-2010

O Forró Secreto tem esse nome, porque só entra quem é indicado através de um amigo e/ou parente através de e-mail. A balada costuma ser mensal, e ocorreàs quintas-feiras. Quem foi indicado, passa a receber a mensagem da casa referente aos eventos. O organizador e responsável é o Magno.

O lugar: Quado vi a entrada quase voltei, pois o local parecia abandonado, mas entrando lá,  não deu vontade de sair, é muito bonito e espaçoso. O que mais me chamou a atenção, é que há uma parte com árvores do lado de fora da pista, e o pessoal costuma ficar lá para conversar, não vi ninguém dançando naquel área. Há sofás espalhados, alguns dormiam ao início da manhã e outros aproveitavam para conversar.

A música: Já que o nome da casa é Forró Secreto, nem preciso comentar o som que rola, no dia em fui, foi show do Trio Virgulino , e foi inenarrável!! A acústica é bacana, e é possível ouvir bem em todos os locais.

Público: Os forrozeiros presentes tinham por volta de 25 anos e são educados. Neste dia, a grande maioria não estava no estilo forozeiro, e como estava muito calor, os rapazes trajavam bermuda, regata. A galera dança bem.

O bar: Acredito que o bar seja bom, pois alguns estavam dançando forró de um jeito bem diferente, sabem como é, depois de alguns goles de cerveja ou jurupinga, as pessoas tendem a se soltar na dança, pois ficam corajosas, e fazem uns passos mais exagerados e malabarismos.

Conclusão: Valeu a pena ter ido ao Secreto, dancei bastante, o palco é baixo e podemos interagir com a banda. Antes e após o show, música ambiente, mais forró, claro.

Ponto alto: A pista é grande!! Podemos arroxar e rodopiar o salão por completo. Fica próximo à estação de metrô Barra Funda , mas não ao lado, sendo necessário ir de lotação até lá. A fila não é grande para entrar, devido ao atendimento ágil dos recepcionistas.  Não há frequentadores “paraquedistas”, os presentes são mesmo forrozeiros-de-carteirinha-e-de-coração.

Ponto baixo: Os cavalheiros não convidam muito para dançar, mesmo sendo sua maior parte quando fui, isto não ocorreu frequentemente. O nome de um amigo que estava conosco, não constava na lista segundo a recepcionista, e perdemos 1h para entrar na casa, até o gerente localizar o e-mail com a indicação.

mar 22

Resenha: Forro do Observatório

Posted by Cláudio Morávia | Posted in Resenha | Posted on 22-03-2010

Observatório Bar

Fala moçada! Novamente eu, Cláudio Morávia, com uma resenha a respeito de um projeto que faz a alegria dos forrozeiros. Hoje, venho falar sobre o bastante comentado Forró do Observatório. O forró leva o nome da casa, famosa principalmente pelos projetos de música sertaneja e outros projetos que movimentam o estabelecimento, por sua vez localizado na Rua Senador Miltom Campos, logo ao lado da Torre AltaVilla e do prédio da Fiat. Carinhosamente me referirei ao projeto como “OBS”.

Deixo claro que as informações contidas nesse texto são apenas relatos e opiniões de seu redator. Então, vamos lá? Geograficamente o OBS é vizinho do Forró das Seis Pistas, ou seja, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima. Parece longe, para a maioria é longe de fato! Mas de maneira prática ambos projetos ficam a menos de 1-2km do BH Shopping. Em função da distância entre o OBS e o BH Shopping e pelo fato do projeto acontecer no domingo, chegar ao projeto por transporte público é, em minha opinião, impraticável. A linha 4033 passa pela rua, é raro vê-lo por lá aos domingos. Para os que vão de carro a localização é tranqüila para estacionar, nesse processo existem duas opções: pague 10 reais de estacionamento para casa e ande poucos metros no plano horizontal ou pague nada e ande poucos ou muitos metros no plano quase vertical. O muito ou pouco dependerá do horário de chegada, porque a maneira que a casa enche – e sempre enche – a fila de carros vai se estendendo ladeira abaixo. Fica a critério do forrozeiro, particularmente eu não me incomodo em subir ladeira acima. Ponto bom é que ladeira abaixo não tem nem flanelinha, portanto, caminho com prazer.

O Forró do Observatório é um projeto muito bem sucedido, percebe-se que várias variáveis contribuem para isso. A casa conta com um numero grande de funcionários, desde seguranças até caixas. A casa opta por um processo de cadastro manual de cada um que passa pela porta, no entanto, as funcionárias que efetuam o cadastro são tão eficientes que, mesmo em horário de pico, não demora-se mais de cinco minutos para entrar. A casa não segura fila, no entanto, é sujeita a lotação. Mais de uma vez optei por chegar tarde e já não haver mais entrada masculina, apenas mulheres e casais. Julgo que nesta resenha não é o melhor veiculo para discutir a política da casa de estabelecer critérios de lotação diferentes para os sexos, então forrozeiro, previna-se chegando cedo. Ao final do forró, a equipe da casa também é super eficiente para o acerto das cartelas, que é o sistema adotado. Embora no horário de pico de saída haja fila, esta também flui rapidamente. No critério profissionalismo e staff: PARABÉNS, OBSERVATÓRIO.

O espaço físico do OBS é razoável. O primeiro andar possui banquinhos e um balcão do lado direito, no esquerdo apenas o balcão do bar. Nesse primeiro andar está o pessoal mais dançante. No andar de cima ficam algumas mesinhas e mais um espaço com balcão e banquinhos, ali ficam geralmente os grupinhos e a galera menos dançante. No entanto, o i dança nos dois andares. Como o primeiro andar geralmente é muvucado, ter opção de subir e descansar é de ouro. Quem prefere ficar no meio do movimento estará bem servido também.

Me sinto incomodado as vezes com a lotação da casa. Claro que a casa quer e precisa ganhar dinheiro, nunca julgo esse fator, mas algumas vezes – em período de férias – me encontrei em situações de não conseguir sequer andar pela casa, quanto mais dançar. Nesta ultima visita a quantidade de pessoas estava ótima.  Já a ventilação é um ponto crítico, o lugar é repleto de janelas de blindex, bastante amplas, no entanto não possui ventiladores distribuídos e correntes de ar ficam por conta de um exaustor no telhado. A coisa funciona muito bem quando a casa não está lotada, não está chovendo (pois fecha-se as janelas) e não se está dançando. Qualquer alteração nessas variáveis tende a deixá-lo incomodado com o calor. É um ponto que uma casa do nível do OBS poderia certamente investir mais. No mais os banheiros também merecem destaques, limpos, bem-cuidados e bem-equipados.

Já ouvi inúmeras críticas ao OBS de que “lá o pessoal não dança!” – MENTIRA, o Observatório tem seus freqüentadores fiéis, converge forrozeiros de carteirinha e também o pessoal que só quer descontrair e tomar uma gelada em preparação pra Segundona.

Outra crítica: “Lá só tem almofadinha zona sul!” – Isso confere. Não creio que esta seja a forma adequada de conceituar uma pessoa, mas sim, seja pela localização ou perfil e preços da casa, o OBS acaba selecionando seu público. A forma de vestir dos freqüentadores é nitidamente mais “bem arrumada” do que se vê em outros forrós. Não se deixe intimidar por este tipo de informação, que deve ser tomada apenas como um fato, sem juízos de valor embutidos.

Em contrapartida o próprio perfil da casa traz um benefício que traduzo em uma linha: “quer ver, conversar e dançar com gente bonita… vá ao Observatório”. Pois o local realmente se destaca nesse ponto. Detalhe para os solteiros: é bom pra paquerar! Também conhecido por: lá rola pegação!

Quanto a discotecagem, lá funciona aparentemente com rodízio de DJs, eu não saberia repassar quais os nomes que tocam por lá e qual a ordem, o fato é o seguinte: já ouve dias ótimos e dias medíocres. Então no geral eu diria que é um tiro no escuro, mas que vale arriscar. Quem freqüenta lá com mais freqüência, por favor, colabore com esta informação! O bar e a entrada são um pouco mais caros que o normal, é verdade, mas devemos ver que a localização e estrutura oferecida pela casa também refletem no custo. Por fim, digo que o gasto, nesse caso, vale a pena.

Em suma, o Forró do Observatório tem um clima um pouco diferente dos forrós mais tradicionais, no entanto, no meu ponto de vista, ele é tão bom quanto, visto que suas peculiaridades também agregam valor ao projeto. A quem tem certo preconceito com o lugar, por qualquer argumento, meu conselho é: vá, experimente, você pode se supreender!!!”.

Um dos diferenciais é que o Observatório está localizado em um dos pontos mais altos de BH, o que confere um vista panorâmica da cidade. De lá se enxerga 80% da nossa linda Belo Horizonte, para os apaixonados pela cidade como eu, é sempre um plus poder olhar a vista; ao pensar nisso o bairro Vila da Serra nem parece ser tão distante. Pela região existem também alguns mirantes estratégicos (matéria pra outras resenhas) que podem garantir o pós-forró de domingo, já que o Rei do Pastel não abre. (^^)

PONTO FRACO: discotecagem pouco consistente, ventilação (certamente um clichê), desconforto por eventual lotação.

PONTO FORTE: estrutura exemplar da casa.

NUANCE: público bonito, vista SENSACIONAL.

Última visita: 14/03/2010

Forte Abraço,

Cláudio Morávia..

mar 08

Resenha: Forró das Seis Pistas

Posted by Cláudio Morávia | Posted in Resenha | Posted on 08-03-2010

Salve, galera! Novamente, eu, Cláudio Morávia um uma nova resenha para o nosso Portal Pé de Serra. Desta vez, venho falar do Forró das Seis Pistas, apelidado por todos como Forró do Trevo, uma vez que é realizado no Trevo de Nova Lima, próximo a Faculdade Milton Campos e de frente para o Clube do Chalezinho. Não acho que alguém terá dificuldades em encontrar o local. Para facilitar a escrita, irei me referir ao projeto como “Forró do Trevo” ou apenas “Trevo”.

Como sempre, explicito que todas as informações contidas aqui constituem apenas a opinião de seu redator. Ao contrário dos últimos projetos resenhados o forte do Forró do Trevo não é a localização. Para alguns, deslocar-se até o Trevo não é problema, mesmo porque a via de acesso é rápida, para outros existe certa preguiçinha em função da distância. Como dito, a via de acesso é rápida, pelo Av. Senhora do Carmo ou pela Raja Gabáglia, sendo que dá pra emendar programas na volta do forró ali pela região da Savassi, como eu mesmo costumo fazer. Não vejo muitas opções de transporte público, a não ser que você não se incomode em andar os 400 metros que separam o Trevo do BH Shopping. Para você que dirige, fique tranqüilo: na Avenida do Biocor sobram vagas e, para o bem ou para o mal, sobram flanelinhas.

Realizado às sextas-feiras, o Trevo é um forró que pode ser categorizado como Tradicional, fruto do trabalho consistente de sua equipe, do DJ de peso, e da competência de seus promotores. Falando em promotores, quem não conhece o Gelatina, figura quase folclórica do Forró em BH, mesmo que de vista, ainda não pode dizer-se forrozeiro.

O ponto onde é realizado também contribui para o sucesso do projeto. O Tropical (local onde é realizado o forró, ou pelo menos é o nome que consta na placa) já sediou outros projetos de forró, mas não sei dizer se os responsáveis são os mesmos do forró do Trevo de hoje. Antigamente realizado as quintas-feiras, o forró do trevo (o nome já é herança dada pela localização) foi absoluto no dia, até entrar em decadência e surgir o também recém-extinto Forró do Girassol.

Bem, deixando a história dos projetos de Forró em BH, que por si só é material para outra resenha, vamos descrever o digníssimo Forró do Trevo! O espaço físico do Trevo é certamente o melhor em atividade para eventos dançantes. Com dois “palquinhos” nas extremidades, um espaço pequeno com sofázinhos, uma AMPLA pista de dança, prateleiras suspensas improvisadas como assentos, um balcão de bar que cobre a pista de dança de fora-a-fora, banheiros equipados e adequados a demanda. Conseguiram imaginar? Dá pra resumir o espaço em “sem reclamações!”. A decoração é feita com mosaico de espelhos no teto e ambiente a meia-luz, outros detalhes coadjuvantes também estão presentes e dão um look de danceteria anos 90 ao lugar (provavelmente o local foi exatamente isso). Algumas vezes escuto falar que o piso do Trevo é escorregadio no inicio da noite, provavelmente porquê está bem limpo. No entanto, o piso de lá, de tacos de madeira, me agrada muito justamente por deslizar bem. (como Rebeca já perguntou, existem tacos de outro material? Durma com esse barulho!!!)

No entanto, acho que a ventilação do Trevo deficitária. Os ventiladores espalhados pelo salão mal são notados, e por ser uma casa toda fechada, o ar “viciado” incomoda muito nos dias de casa lotada. Fica a dica de ar condicionado, que cai como uma luva na estrutura do estabelecimento. O lugar não possui mesas, mas no caso do Trevo, isso não faz falta alguma, os assentos improvisados são suficientes.

A música é ponto forte, o DJ residente é o Fred Boi, também conhecido pelo público forrozeiro. Toca bem no estilo universitário, passando de leve também pelo pé-de-serra. Alguns reclamam que de tanto escutarem esse DJ ele já se tornou previsível, mas acredito que não se pode reclamar da discotecagem que, por ser boa, você já se cansou de escutar. Na prática, asseguro que é uma discotecagem de ponta.

O público é bastante dançante e bem variado, sempre se encontra as figuras carimbadas da casa. Enxergo também que, por ser um projeto tradicional, bem divulgado e numa localização propícia, o Trevo segura um público itinerante forte, ou seja, um público não muito forrozeiro que diante de uma sexta-feira desocupada não pensa duas vezes pra ir dançar por lá! Mais um certificado da seriedade e consistência do projeto. Vez por outra são realizados show, sempre com bandas já conhecidas. Vale a pena conferir, caso você não se incomode com a casa lotada!

Um ponto que me irrita sempre que vou ao Trevo é a fila que se deixa formar na entrada, em dias de pico, chega-se a esperar 20 – 30 minutos para entrar, visto que o processo de entrada lá é simples e é notoriamente possível uma entrada mais ágil, que pode também não ser o interesse da casa – (^^). Como eu não curto fila, chego mais cedo ou mais tarde e evito essa frustração. Em contrapartida, a amplitude do balcão do bar, e o bom número de atendentes deixa o processo de pegar bebidas bastante ágil. Neste ponto: PABABÉNS, FORRÓ DO TREVO!

Concluindo, o projeto em questão oferece todos os pontos chave para se fazer um forró de qualidade: espaço físico, discotecagem excelente e localização razoável. Vale a pena comentar que não enxergo o atendimento dos funcionários do Trevo como muito amistoso, mas sempre muito profissional. Nesse ponto não existe elogio nem queixa. Destaca-se a seriedade e comprometimento dos organizadores. Resumo essa resenha numa palavra: RECOMENDO.

PONTO FORTE: projeto consistente, espaço físico exemplar, bem divulgado.

PONTO FRACO: ventilação.

DICA (para os mais fanáticos): a logo do Forró do Trevo é sensacional, e por pressão dos entusiastas o Gelatina fez um adesivo com ela. Peça um e cole no carro, desta forma serás identificado como forrozeiro em BH.

VISITA:26/02/2010

Obrigado pessoal, espero que tenham gostado.

mar 03

Resenha: Forró do Arcadium

Posted by Cláudio Morávia | Posted in Resenha | Posted on 03-03-2010

Fala moçada do blog! Eu, Cláudio Morávia, estou novamente com uma resenha fresquinha, desta vez sobre o Forró do Arcadium, realizado no Arcadium Bar, situado na Rua Santa Rita Durão, 645, logo ali, próximo a Sorveteria São Domingos, entre Getulio Vargas e Rio Grande do Norte.

Reafirmo que toda a resenha deve ser lida tendo em vista que constitui apenas a descrição e opinião de seu redator. Comecemos pelo ponto forte do Forró do Arcadium: localização! A região da Savassi viabiliza fácil acesso a quem utiliza o transporte público e, para quem dirige, vale a informar que o local conta com várias vagas próximas ao estabelecimento e que, por ser movimentado é relativamente seguro transitar por ali na chegada ou saída do projeto.

Realizado na quinta-feira, a localização central também facilita que os forrozeiros de plantão emendem ali após outros programas, coisa permitida também pelos horários da casa, que começou a esvaziar só pelas 2:50 am.

A casa, infelizmente, possui um espaço físico inadequado para um projeto dançante. Calma!!! Vou me explicar. O bar possui dois ambientes acústicos, mas para uma melhor distinção descreverei que ela conta com quatro ambientes, infelizmente pouco espaçosos. Certamente o bar foi feito onde antes era uma residência. Para não ficar abstrato, descreverei cada ambiente.

1)      Sala Central: logo que se adentra a casa, você se vê em uma sala de dois ambientes, separados por um pequeno muro vazado. Ali existe um bar e a mesa do DJ. O piso é de cimento revestido, mas bem áspero, com algumas pedrinhas incrustadas e vários desníveis. O balcão do bar fica em uma extremidade, o que não causa problemas, mas murinho vazado que divide as salas ao meio, as mesas e cadeiras nas extremidades e a mesa do DJ limitam o espaço já restrito da pequena sala para dançar. Ali é o coração do bar e, portanto muita gente fica por ali em pé o que constitui uma restrição a mais.

2)      Temakeria/Creperia: um ponto forte da casa é o ambiente, a esquerda da Sala Central, onde fica o balcão do Mini-restaurante. Ali o ambiente é mais tranqüilo, há algumas cadeiras altas no balcão e quem está querendo um pouco de distância da muvuca, fica por ali. Vi poucos casais dançando ali, parece que o clima deste ambiente é mais light mesmo, o piso é igual ao da Sala Central.

3)      Deck: seguindo em frente passa-se em frente aos banheiros (bem conservados, limpos, e com material de higiene, parabéns para o Arcadium!) e logo em frente, desce-se um pequeno lance de degraus e você se encontra em um Deck com várias cadeiras altas e balcões nas paredes. Piso de cimento revestido liso, bom piso. Para quem quer descansar, beber, enfim, ficar um pouco distante da muvuca, o Deck é o melhor lugar para montar base. No entanto, esse ambiente é bem pequeno para dançar e fica na passagem da sala central para o Ambiente do Palquinho.

4)      Palquinho: seguindo o deck encontra-se mais um lance de degraus que levam a um corredor com mais um bar e a uma saleta retangular, onde a frente está um palco. O piso é o mesmo do ambiente anterior, bom para dançar, no entanto, a sala é pequena (não excede 12×4m². Sim! É estreita.) e EXTREMAMENTE mal ventilada.

Obs.: O primeiro ambiente acústico compreende os “cômodos” 1, 2 e 3. O segundo, portanto, compreende o 4.

Vamos pegar o gancho da ventilação. Por ser um ambiente fechado e pequeno, com isolamento acústico, já fica complicado. Nos ambientes 1 e 4 a situação é critica devida a aglomeração do público, nos ambientes 2 e 3 é bem mais fresco. A casa conta com ventiladores e, peço perdão aos leitores, não atentei à presença de ar-condicionado.

Bom, dadas as referencias de espaço físico, minha opinião final é de que este complica um projeto dançante no local. Em contrapartida opções de alimentação são ótimas e o cardápio do bar é bem variado (long necks, tequila, drinks, etc.), aos pinguços de plantão, o Arcadium Bar oferece algo que pouco ou nenhum projeto oferece: cerva 600ml. Como referências temos o refri e água a R$2,50, Stella Artois (long) a R$4,50 e Original (600ml) a R$4,90. Como visto, são preços bastante razoáveis. A decoração é de um discreto rock bar, meio rústico/simples, meio rock, não desagrada ao mesmo tempo em que não é destaque.

No entanto, minhas críticas sobre a casa são veementes. O estabelecimento adota o sistema de cartela e realiza um cadastro na chegada. Eu não cheguei tarde ao local (por volta de 11:20pm) e, notoriamente o estabelecimento não estava próximo da lotação. Mesmo assim permaneci na fila bem uns 40 minutos. Tanto a fila masculina como a feminina estavam lentas. Ao passar pelo cadastro atribui grande parte da demora a esse processo, que de longe, poderia ser mais eficiente como é o do Observatório (merece ser citado neste ponto), onde apesar de segurar um pouco a entrada, o cadastro é ágil. Infelizmente na saída, tive a mesma frustração, realiza-se o pagamento da cartela no mesmo guichê do cadastro. O processo agora era outro, mas também demorei bastante, apesar de dois guichê, do horário avançado e cerca de 15 pessoas na minha frente. As opções de pagamento são normais, aceitam cartão de débito, para cartões de crédito acredito que devam consultar. No entanto, fui bem tratado por todos os funcionários, 100% do tempo.

A música é boa. Na Sala Central o DJ faz seu papel, mostrando o repertório convencional que agrada a todos. Senti que ele seguia uma ordem de músicas sem muito critério, mesclando meio caoticamente as rápidas, lentas, xotes, instrumentais, as mais Pé-de-serra e as mais moderninhas. Busquei uma segunda opinião sobre isso e encontrei um posicionamento análogo, mas esse detalhe só interessa aos mais críticos. Outro ponto forte do projeto é ter uma banda residente, que toca no ambiente do Palquinho (ver Ambientes Acústicos, descritos acima). A banda Arco e Flecha fica por conta do som ao vivo, e tocando um repertório variado também faz seu papel. Convido aos leitores a fazer comentários sobre a banda, pois não escutei o suficiente para formar uma opinião.

O público que vi no projeto não é dos mais dançantes, contava com uma ou outra figura carimbada dos forrós. Todavia todos meus convites para dançar foram bem aceitos, o público, forrozeiro e não-forrozeiro, mais dançante ou menos dançante, era animado.

Em suma, o Forro do Arcadium é um projeto de características atípicas em geral. Mesmo com diferenças gritantes para com os demais projetos que estão funcionando a casa tem segurado público por bastante tempo, o que indica que, embora o projeto tenha me desagradado em alguns pontos determinantes, agrada a muitos outros. Resta saber se, você leitor, se identifica com o projeto. Minha opinião resume-se na conclusão de que o Arcadium enquanto forró é um excelente Rock Bar.

PONTO FORTE: localização, banheiros exemplares, temakeria/creperia.

PONTO FRACO: demora na entrada e saída, ambiente físico inadequado para dança.

NUANCE: dança-se pouco e o público é um pouco diferente do público tradicional de forró.

Visitado em 25/02/2010

fev 19

Resenha #6 – Projeto Forró da Serra

Posted by Cláudio Morávia | Posted in Resenha | Posted on 19-02-2010

Olá a todos! Meu nome é Cláudio. Sou um colaborador do blog que até hoje esteve em “Stand by”, ou seja, enrolando para entregar minha resenha. Mas eis chegada essa bendita colaboração. Espero que gostem.

Escrevo hoje a respeito do Projeto Forró da Serra, antigo projeto de forró que atualmente acontece na Academia de Dança de Salão 7&8 às sextas-feiras. Todo projeto tem suas características cada uma delas vista como positiva ou negativa,dependendo do forrozeiro em questão. Comecemos pelos pontos cruciais de localização e infra-estrutura.

A localização certamente é um ponto forte do Forró da Serra: localizado no coração da Savassi, ele facilita o acesso a quem usa o transporte coletivo e, por ser um lugar movimentado (logo em frente ao Bar Coyote e à Pastelaria Fujyama), em geral é um lugar seguro para deixar o carro à noite.

O espaço físico do projeto, sinceramente, perde para poucos outros projetos existentes. O espaço da academia é amplo, apesar de ligeiramente prejudicado por incômodas quatro pilastras. Todavia, a presença de várias mesas e cadeiras junto a todas as paredes torna o espaço confortável para aqueles que preferem ficar sentados e oferece um descanso para aqueles que dançaram horas a fio. Toda a organização do local proporciona conforto a quem está dançando, pois a disposição das cadeiras e mesas concentra as pessoas nas bordas da pista – e não no meio dela – além disso, a localização do bar e banheiros, distantes da pista, faz com que as pessoas que estão dançando não tenham que se preocupar muito com esbarrões e trombadas com quem, porventura, está parado ou passando por ali. O piso é ótimo para dançar e os ventiladores amenizam significativamente a sensação térmica, mas poderia ser melhor. Infelizmente nem tudo são flores, os banheiro certamente poderiam ser reformados e dificilmente tem papel toalha para os que suam em bicas. Um detalhe que, em minha opinião, conta pontos positivos é a ‘saída livre’, que existe no Forró da Serra. Assim, se estiver com muito calor ou querendo um milk-shake do McDonnalds ou um Pastel da Fujiyama, você pode dar aquela escapada e voltar depois, sem estresse.

A música não deixa a desejar, com o DJ Léo e agora também com o DJ Hugo, a discotecagemé boa.Você tem liberdade pra pedir músicas e tudo mais, e ainda rolam umas promoções de vez em quando (do tipo: quem acerta o nome da música primeiro leva um CD). A aparelhagem de som por lá também é ótima, o som é bem distribuído e o volume adequado.

O público do forró da Serra é variado, sempre dançante. A principal crítica que escuto de lá é o caso das panelinhas. Isso é bem verdade. É comum ver grupinhos por lá. Freqüento o projeto há muito tempo e vejo grupos freqüentes muito abertos e que dançam com todo mundo, e grupos, também de ‘carteirinha,’ que curtem mais dançar entre amigos. Entretanto, como o publico é bem variado, dificilmente alguém fica sem par. O fato de ter um público cativo bastante expressivo deixa o forró com um clima aconchegante, pois, apesar de identificar ali grupos que já se conhecem e se despedem com cara de “Até semana que vem!”, não é um ambiente excludente.Muito pelo contrário: é fácil se enturmar e fazer amigos. O público se apresenta número médio, não fica vazio nem lotado, isso agrada a alguns, mas outros dizem que poderia estar mais cheio.

O bar atende rápido e tem preços razoáveis, Refri a R$ 2,50, cerva R$3,00 (infelizmente apenas Brahma), Catuaba, Xiboquinha, Caipis feitas na hora, etc… No entanto, não tem Bomboniere, coisa que agrada a muitos; para balas e chicletes você precisa dar uma saidinha do forró e logo ali em frente, vendem-se doces.

O ambiente amistoso do Forró da Serra também é algo que chama a atenção.Todos os funcionários são simpáticos e atendem bem a todos, o DJ é sempre solícito aos pedidos, enfim, não existe um clima impessoal e frio, como na maioria dos lugares; isso com certeza constitui um diferencial.

PONTOS FORTE: Localização. Espaço físico e Atendimento amistoso.

PONTOS FRACOS: ventilação (será isso um clichê?!) e presença de panelinhas.

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